Certamente já estamos imaginando a segunda edição do evento realizado em agosto deste ano numa exitosa parceria do Ilú Obá De Min Educação, Cultura e Arte Negra e do Projeto OFICINATIVA, provavelmente no mesmo período para já estabelecer a tradição. Mas também queremos expandir a proposta do festival para outros locais, outras oportunidades e outras datas. Assim, estaremos lançando nos primeiros dias de 2013 o Festival HADITHI NJOO em movimento, com o qual pretendemos experimentar novos formatos, novas organizações, novas histórias.
Na proposta em movimento, podemos realizar a ideia inteira ou fragmentá-la e adaptá-la às possibilidades de quem a solicita. Disponibilizamos intervenções (as afrocontações em si), exposições (livros, revistas, fotos, adereços), audio + videocontações, nossas publicações, oficinas (bonecas, ilustração, criação musical, criação literária, formação de contadores, capacitação para educadores), além de oferecer assessoria para a formatação de projetos criativos.
Mais informações, favor contatar Odé Amorim, um dos idealizadores do festival, pelo e-mail projetooficinativa@hotmail.com.
Vale antecipar - sem revelar o segredo - que já temos em mente algumas edições descentralizadas e, quem sabe até, 2 ações internacionais.
"Hadithi Njoo" significa "história vem" ou "que venha a história". É uma expressão em suaíle (swahili / kiswahili) utilizada no leste africano - Quênia, Uganda, Tanzânia, Congo - por contadores tradicionais quando iniciam suas intervenções: hadithi, hadithi, hadithi njoo! ("história, história", eles dizem, "que venha a história", responde o público)
A parteira e o djim
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
A árvore da palavra
Além das audiocontações também estamos preparando uma publicação com textos coletados em viagens, traduzidos de outros livros e páginas da internet, para aumentar o acervo dos afrocontadores e interessados no tema. Inauguramos essa seção com uma bela história que muito nos inspirou na criação do Festival HADITHI NJOO.
Tirada do livro homônimo editado pela ONG espanhola Intervida, textos de Meritxell Seuba, ilustrações de Sara Ruano e tradução Beatriz Vega.
Dizem
que num país muito distante, num vale precioso, havia um povoado
rodeado de bosques e que, igual a todo lugarejo, havia uma praça.
Dizem
também que no centro dessa praça havia uma árvore enorme que todos
conheciam como a árvore da palavra.
Contam
que as crianças do povoado, no trajeto diário pela praça para ir à
escola, perguntavam qual a origem de tal nome. Perguntaram então à
professora mas ela não pode responder pois a árvore já estava ali
antes dela nascer.
Tinham
tanta curiosidade os pequenos que um dia a professora sugeriu que
eles indagassem seus pais e suas mães, seus avôs e suas avós,
todos aqueles que talvez pudessem conhecer a procedência de um nome
tão estranho para uma árvore.
Todas
as crianças se entusiasmaram bastante com a ideia porque, como se
sabe, todas as crianças do mundo adoram fazer investigações.
Imaginem
só a surpresa delas quando descobriram que nem seus pais e nem suas
mães, nem seus avôs e nem suas avós, ninguém no povoado podia dar
informações precisas sobre aquela dúvida pois também haviam
nascido depois da árvore.
Comentam
que um dia, um dos anciãos do lugar se sentou debaixo da árvore
buscando vestígios para esclarecer o mistério do nome. Não
encontrou nada mas notou que ao seu redor foram sentando outras
pessoas que nem se conheciam, que nem sabiam como se chamavam e que
começaram a conversar umas com as outras, contando mil coisas.
A
partir de então, quando uma pessoa precisava que alguém lhe
escutasse, se dirigia ao centro da praça porque sabia que sempre
encontraria debaixo da árvore algum vizinho ou vizinha com quem
falar.
Pouco
a pouco, o tempo passou e deixaram de se perguntar a razão do nome
pois descobriram que à sombra da árvore podiam conversar, ser
ouvidos e compartilhar tudo aquilo que preocupava.
Contam
também, que ao saber da notícia todas as comunidades da região
plantaram uma árvore no centro de suas praças e que, desde esse
momento, em todo o vale e em todos os povoados existe um lugar onde
as pessoas se reunem para DIALOGAR.
A parteira e o djim
Primeiro áudio da série de afrocontações HADITHI NJOO, realizado em novembro último por Odé Amorim. "A parteira e o djim" do livro Histórias da Avó - Histórias de deuses e heróis de várias culturas. Burleigh Mutén, Editora Paulinas.
obs.: conto de origem senegalesa; djim é um gênio, uma espécie de espírito que rege o destino de alguém ou de algum lugar, dentro das culturas árabes; membro de uma raça de criaturas sobrenaturais.
obs.: conto de origem senegalesa; djim é um gênio, uma espécie de espírito que rege o destino de alguém ou de algum lugar, dentro das culturas árabes; membro de uma raça de criaturas sobrenaturais.
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Mais contações no AFRO DIA DA CRIANÇA
E que venham as histórias mais uma vez. Agora dentro do projeto Tenda Afro Lúdica do Ponto de Cultura Ilú Ònà Caminhos do Tambor, nesta sexta 12 de outubro de 2012.
Além de várias atividades (chegança, pinturas corporais do povo L'Omo - Quênia, confecção de bonecas, mediação de leitura, cineclube, musicalização / confecção de instrumentos, danças afrobrasileiras, criação de figutino, jogos da memória, trilha, caça palavra, 5 Marias, Mancala, quebra cabeça, caderno afetivo, Baobá dos sonhos, etc), teremos a presença de alguns contadores que participaram da primeira edição do HADITHI NJOO. Já confirmadas estão Dorotilde de Paula e Fabi Menassi.
A Tenda Afro Lúdica especial Dia das Crianças ocorre na sede do Ilú Obá de Min Educação Cultura e Arte Negra, a partir das 14 horas. Alameda Eduardo Prado, 342, Campos Elísios, São Paulo. Informações 3222 5566.
Abaixo segue a videocontação, que é executada ao vivo com música, "Por que os cães se cheiram uns aos outros".
Além de várias atividades (chegança, pinturas corporais do povo L'Omo - Quênia, confecção de bonecas, mediação de leitura, cineclube, musicalização / confecção de instrumentos, danças afrobrasileiras, criação de figutino, jogos da memória, trilha, caça palavra, 5 Marias, Mancala, quebra cabeça, caderno afetivo, Baobá dos sonhos, etc), teremos a presença de alguns contadores que participaram da primeira edição do HADITHI NJOO. Já confirmadas estão Dorotilde de Paula e Fabi Menassi.
A Tenda Afro Lúdica especial Dia das Crianças ocorre na sede do Ilú Obá de Min Educação Cultura e Arte Negra, a partir das 14 horas. Alameda Eduardo Prado, 342, Campos Elísios, São Paulo. Informações 3222 5566.
Abaixo segue a videocontação, que é executada ao vivo com música, "Por que os cães se cheiram uns aos outros".
domingo, 30 de setembro de 2012
E o 3º dia de afrocontações...
Enfim, conseguimos editar o material em vídeo do domingo dia 26 de agosto, encerramento de um encontro mágico que trouxe a tona a diversidade e a pluralidade desse segmento artístico, hoje resgatado e bastante em voga. Com essa publicação, apenas ratificamos nosso imenso desejo de seguir ativos na coleta e difusão de afrohistórias e na valorização de nosso povo.
E já começamos a pensar nos desdobramentos possíveis até a chegada da segunda edição do HADITHI NJOO, em 2013. Certamente inventaremos uma porção de ações até lá...
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Fotolivro do festival 2012
Ainda em processo de edição dos tantos registros coletados em 3 dias de HADITHI NJOO em agosto último, hoje temos o prazer de apresentar um fotolivro com diversas imagens do belo e memorável fim de semana. Publicação livre para tod@s baixarem e guardarem.
Acesse o material no endereço http://www.4shared.com/file/VbKKMkCm/Fotolivro_HADITHI_NJOO_ago_201.html?.
Acesse o material no endereço http://www.4shared.com/file/VbKKMkCm/Fotolivro_HADITHI_NJOO_ago_201.html?.
domingo, 2 de setembro de 2012
Tradições em stop motion
Um dos diferenciais do HADITHI NJOO foi a abertura de espaço para que as contações pudessem ser enviadas nos formatos vídeo e áudio, principalmente para aqueles que estivessem longe de São Paulo.
Apesar de estar na mesma cidade, um dos primeiros trabalhos inscritos no festival foi o da professora de História e orientadora da Sala de Leitura da prefeitura local Maísa, que em 2010 desenvolveu um projeto intitulado Histórias e histórias da nossa africanidade. O resultado foi um curta de animação stop motion chamado O Baú de Histórias. Com ele, os jovens realizadores da EMEF do CEU Vila Atlântica ganharam o 1° Festival de Vídeo na Escola (organizado pelo Coletivo Nossa Tela).
Confira a obra abaixo.
Apesar de estar na mesma cidade, um dos primeiros trabalhos inscritos no festival foi o da professora de História e orientadora da Sala de Leitura da prefeitura local Maísa, que em 2010 desenvolveu um projeto intitulado Histórias e histórias da nossa africanidade. O resultado foi um curta de animação stop motion chamado O Baú de Histórias. Com ele, os jovens realizadores da EMEF do CEU Vila Atlântica ganharam o 1° Festival de Vídeo na Escola (organizado pelo Coletivo Nossa Tela).
Confira a obra abaixo.
Mais e mais fotos
Direto das lentes da câmera do Ilú Obá De Min, organização social que nos acolhe nesses 3 dias de HADITHI NJOO 2012 - isso quer dizer que já estamos pensando na edição 2013 - um montão de outros cliques / registros já postados em sua página no facebook. Alguns nem se deram conta...
Material para descarregar e usar livremente na divulgação e na expansão da ideia.
Material para descarregar e usar livremente na divulgação e na expansão da ideia.
O 2° dia de festival...
E segue aí a segunda edição de imagens captadas no sábado dia 25 de agosto. Duas vivências bem bacanas com Dora (bonecas negras) e Fabi (ilustrações e personagens afro), documentário sobre a Pedagogia Griô, feirinha, exposição de AfroGraffitiS e materiais da Casa África e, claro, as contações. Grande AXÉ e AfroAbraços aos artistas contadores:
- Coletivo Agbalá (Estela e Giselda);
- Edmilson Ávila - Levando Histórias;
- Brunna Alline e Fabi Menassi;
- Marina Costa;
- Débora Kikuti;
- Ricardo Costa;
- Grupo Racaui (Monahyr, Raquel e Cauê).
E a tod@s que estiveram presentes apoiando a iniciativa.
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